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Nagô-Vodun Oyá e Aveji Da

Oyá

Oyá, também conecida como Iansã pelos candomblés de Ketu, é uma guerreira por vocação, sabe ir à luta e defender o que é seu, a batalha do dia-a-dia é a sua felicidade. Ela sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiantes na mesma proporção que exterioriza a sua raiva, o seu ódio. Dessa forma, passou a identificar-se muito mais com todas as actividades relacionadas com o homem, que são desenvolvidas fora do lar; portanto não aprecia os afazeres domésticos, rejeitando o papel feminino tradicional. Oyá é a mulher que acorda de manhã, beija os filhos e sai em busca do sustento.

Um Vodun Nagô para o Jeje Mahi, senhora da ventania e da tempestade. Vodun de Gaiaku Luiza, a grande sacerdotisa do Jeje Mahi. Oyá está ligada a outras mulheres guerreiras, voduns conhecidas como Aveji Da, ligadas aos ventos, furacões e aos Akututus (Eguns).

Aveji Da

São voduns femininos da família Hevioso ou Sakpata, cada uma com sua responsabilidade e regência.

As Aveji Da da família Hevioso são divindades relacionadas aos fenômenos da natureza tais como chuvas, tempestades, tufões e furacões. São guerreiras ou caçadoras, cujo poder é imenso e temperamento forte. São quentes e irriquietas, estando ligadas as alturas, nuvens e astros. Estão juntas com os Kavionos, julgando a humanidade e castigando quando se faz necessário. Tem certa importância sobre o processo financeiro da sociedade, dividindo com Sogbo o domínio do elemento fogo. Estão sempre dispostas a guerrear pelas casas onde são cultuadas, sendo de extrema importância na batalha contra queimações e inimigos ocultos ou assumidos.

A principal Aveji Da do panteão do trovão é Vodun Djó, divindade responsável por fertilizar e esfriar a terra através da chuva. Segundo os ítàns, vodun Djó teria o poder de se transformar em animal, assim como Oyá. Veste vermelho e usa adornos cobreados.

As Aveji Da do panteão da Sakpata seriam coligadas ao domínio dos mortos, possuindo todas ligações com os ancestrais, sejam masculinos ou femininos. Elas ficam juntos com os Sakpatás, ajudando a cuidar dos enfermos e dando auxilio no desencarne. Tem como principal função sondar o funcionamento das Casas e quando veem algo de errado cobrar, muito das vezes fechando-os.

A principal Avejidá da família Sakpata é Agbé Gèlèdè, senhora dos mortos e do culto aos Akututos (ègún). Agbé Gèlèdè teria o poder e a importância de Oyá Igbale dos cultos iorubás, sendo invocada em síhúns, ègbós e limpezas nas quais seja necessária sua presença. Representa o desencarne e a aceitação do espírito para com sua morte, sendo responsável pelo envio dos espíritos desencarnados para o òrún.

As Aveji Da são extremamente poderosas e independente da família com a qual é associada, possui grande importância para os kwês e adeptos do culto. Representam a liberdade, a batalha cotidiana e a força de vontade.

Podemos citar ainda Agbé Afefé ligada a alegria e a felicidade, também aos mortos, seu símbolo são as flores as quais ofertamos a nossos entes queridos, que representam toda felicidade que passaram em suas vidas. Agbé Huno, a Aveji Da guerreira e da tempestade.

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Categorias:Voduns Guardiões
  1. julho 28, 2012 às 10:41 pm

    Olá
    Boa Noite
    O que é vodum Bali ou Gbali? Não sei se a grafia está correta. Agradeço qualquer informação.
    Obrigada

    • julho 30, 2012 às 9:24 pm

      Edna,

      Não conheço nenhum vodun com este nome, vc poderia me explicar melhor sobre o que se trata?

  2. Herly Amorim
    julho 19, 2013 às 5:30 pm

    Caro Charles, boa noite. Te desejo um Feliz Dia do Amigo (20 de julho). Pergunta: Quem é Dãnadãna, Igbô e Pôssú no Djedje Mahyí. ??? Muito obrigado e fique na graça e na paz do todo poderoso Deus.

    • outubro 4, 2013 às 6:51 pm

      Herly, aqui somente cultuamos, destes que você falou, o vodun Kposu, que é um vodun em forma de uma pantera, representa sobretudo o pó da terra, está ligado aos ancestrais e a realeza.

      Acè

    • março 6, 2014 às 1:23 am

      Caro Charles. Na casa de Zezinho da Boa Viagem, me ensinaram (dona Maria de Saponã, tia da casa) Que: Danadana é um tipo de Odé (Otolu), e, que Igbô, também seria um odé, mas até a confirmação que busquei na casa dos Ventura (Sejá Hundê), com a Gayaku Pararasse; diz que Igbô seria a floresta encantada, onde ficava o templo de igfá, guardado por elègbará. Obrigado por sua gentíl atenção na resposta. Eu fui feito no Jeje, em, 13 de abril de 1965, aos 14 anos. Hoje conto, 63. Grato. Paz e Luz. Erly.

  3. Luciano Oliveira
    abril 11, 2014 às 9:28 am

    Bom dia! Alguém poderia me dizer, instruir, algo sobre oyá Bagã?
    Obrigado!

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