Umbanda

Na Umbanda, os Orixás e os Guias foram organizados em 7 linhas principais, que chamamos de “os 7 Orixás Maiores”. Cada linha
possui 7 divisões (vibrações), que chamamos de “Orixás Menores”, e cada Orixá Menor, possui 7 guias subordinados, e assim por diante.

Os Orixás Maiores são espíritos extremamente evoluídos, acredita-se na Umbanda, que não é possível o contato direto com eles.
Por isso cada linha de Orixá, envia para trabalhar na Terra os Guias, que são entidades trabalhadoras, que vem de Aruanda ajudar seus
filhos, nos livrando de demandas e transmitindo bons fluidos.

São eles os Guias, nossos conhecidos Pretos Velhos, Caboclos, Crianças, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Povo da Água, Povo do
Oriente, etc. Cada entidade trabalha dentro de uma linha especifica, por exemplo, O Sr. Caboclo Cobra Coral, trabalha na vibração de
Oxossi, o Sr. Caboclo Pedra Preta na vibração de Xangô, as Crianças na vibração de Ibeji (Yori), e assim por diante. Cada entidade
trabalha na linha que sua vibração mais se idntifica. Por isso é errado o termo “Linha do Oriente” ou “Linha dos Baianos”, o correto é
“Povo do Oriente” e “Povo da Bahia”.

Os Pretos Velhos trabalham tanto na Linha de Xangô, como na Linha de Obaluaiê (Yorimá), isso dependendo de sua vibração. Quanto ao
Povo da Bahia, podem vibrar em qualquer linha, há registros dessas entidades trabalhando na Linha de Oxalá, por exemplo. Todos eles
são entidades de grande valor.

As entidades não comandam Exus, a não ser que participarem de uma das 7 vibrações de um Orixá, por exemplo, a Linha de
Ogum vibra em 7 Orixás Menores, e cada um deles comanda um Exu especifico. Porém um Caboclo da linha de Ogum está
diretamente subordinado a um Orixá Menor.

Os Orixás Maiores são:

1ª. Linha – Oxalá

2ª. Linha – Iemanjá

3ª. Linha – Ogum

4ª. Linha – Xangô

5ª. Linha – Oxossi

6ª. Linha – Ibeji (Yori ou Erê)

7ª. Linha – Obaluaê (Yorima, nessa linha trabalham também
os nossos queridos Preto-Velhos).

Alguns cultos Umbandista, trabalham com algumas diferenças quanto aos Orixás Maiores, por exemplo, já foi notado nossa
querida Oxum como Orixá Maior, porém Oxum trabalha na linha de Iemanjá, sendo ela então um Orixá Menor, o que não desabona em
nada seu poder ou grandeza. Acredita-se que não existe Orixá mais ou menos importante. Também foi verificado alterações
quanto a ordem dos Orixás nas linhas.

Segundo alguns estudiosos, podemos encontrar ainda uma dupla de Orixás Maiores que comandam as linhas. Assim podemos ter:

Oxalá – par vibracional com Odudua

Iemanjá – par vibracional com Oxumaré

Ogum – par vibracional com Iansã *

Oxóssi – par vibracional com Obá

Xangô – par vibracional com Egunitá

Yori – par vibracional com Oxun *

Yorimá – par vibracional com Nanã *

* estas divindades tambem são representadas como orixás menores sendo Oxun e Nanã da linha de Iemanjá e Iansã da linha de Xangô.

Egunitá que é considerada orixá e pouco conhecida devido a falta de sincretismo com uma santa católica é por vezes confundida com Iansã, embora haja ligação entre elas, isso é uma precipitação. Egunitá é o polo feminino ligado ao fogo e Xangô é o masculino. Iansã por sua vez liga-se aos ventos e aos raios. Mas mesmo assim é comum a sitação Iansã Egunitá definida como a Iansã do Fogo.

Os pontos riscados de Umbanda são um exemplo de influência Jeje. Estes simbolos vem da cultura daomeana dos vevés ou símbolos de Vodún, usados principalmente no Vodu haitiano. Estes simbolos servem para chamar ou simplesmente representar a divindade a qual fazem referencia.

Há também uma divindade conhecida como Mãe Sinda que alguns chamam de Mãe Ondina (para alguns são duas divindades independentes), ligada a Iemanjá, que segundo alguns pesquisadores, seu nome é formado por Sin=água e Da (Dan)=serpente e está ligada à influência jeje.

“Oh Mamãe Sinda como é linda                                                                                               Olha a Sinda mamãe o que é                                                                                                     Oh Mamãe Sinda mirongueira                                                                                                 Olha a Sinda mamãe o que é”

Outra divindade que muito se discute na Umbanda é Nanã, por vezes chamada de Mãe Santana devido a seu sincretismo com Santa Ana, a avó de Jesus Cristo. Quando esta divindade manifesta-se na lei de Umbanda, vem como uma anciã, uma senhora muito velha e curvada pelo peso das Eras.

  1. Claudia
    junho 11, 2013 às 3:06 pm

    Superficial, os Orixás na Umbanda tem profundidade maior e existem outras várias correspondências e não necessariamente as duplas de Orixás Maiores que comandam as linhas estão nestas correspondências, tudo depende muito da própria ancestralidade que o médium traz consigo e seus protetores…

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